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5/1/2010 - O Planeta Versos a Monsanto

A primeira leva dos que atacavam a Monsanto dizia que suas sementes eram do mal. Agora a acusação é de que as sementes da Monsanto são boas demais.

Fonte: Dados Interativos através de Sistemas de Pesquisa FactSet
O bioquímico da Monsanto Roy Fuchs toma pílulas de óleo de peixe na esperança de se proteger contra doenças do coração. Ele preferia poder tomar seus ácidos graxos de ômega 3 em uma barra de granola ou copo de iogurte. Mas é difícil adicionar ômega 3 a produtos alimentícios sem acrescentar sabores desagradáveis. Após um tempo na prateleira, produtos enriquecidos com ômega 3 podem ter odor ou sabor de peixe, ele diz.
A esperança de Fuchs é que a nova soja geneticamente modificada na qual a Monsanto (MON - news - people ) está trabalhando resolva este problema. A soja contém dois novos genes para gerar um óleo sem sabor que é convertido dentro do corpo na forma de ômega 3 o qual se acredita ser bom para o coração. Em um estudo com 157 pacientes apresentados em um congresso de cardiologia em novembro, os voluntários que apresentavam altas taxas de triglicérides viram seus níveis cair 26% após consumirem 15 gramas deste óleo diariamente por três meses.
Este não seria um produto maravilhoso para se ter a venda? Evita doenças do coração – e também protege o meio ambiente. As pessoas poderiam obter seus suplementos nutricionais sem reduzir os estoques de peixe.
A Monsanto precisa de produtos como este, que agradem a população, para superar seus problemas de imagem. Em termos econômicos, a empresa é uma vencedora. Ela gerou muitos bilhões de dólares em benefícios para o mundo com as sementes geneticamente modificadas para oferecer proteção contra insetos ou tornar uma cultura imune a herbicidas. O testemunho é do grande número de produtores que preferem suas sementes aos produtos da concorrência, e o valor de mercado da empresa de U$44 bilhões. Em seu ano fiscal de 2009, a Monsanto vendeu U$7,3 bilhões de sementes e tecnologias, contra U$4 bilhões da segunda colocada DuPont ( DD - news - people ) e sua unidade Pioneer Hi-Bred. A Monsanto de St. Louis obteve um lucro líquido de U$2,1 bilhões sobre rendimentos de U$11,7 bilhões para o ano fiscal de 2009 (encerrado em 31 de agosto). Suas vendas cresceram em uma cota anual de 18% em cinco anos; seus lucros anuais sobre o capital no período foram de 12%. Estes feitos lhe renderam a designação pela FORBES como a Empresa do Ano.
Mas um feito econômico não é o mesmo que admiração pública. Na maior parte do tempo em que a Monsanto trabalhou para alimentar melhor a humanidade, ela foi alvo de críticas violentas. Na primeira rodada de ataques a empresa foi retratada como o Satã da agricultura por ousar modificar os genes do milho e da soja. O fato de que as pessoas selecionam genes de plantas há 5.000 anos não é uma defesa; a combinação de genes da Monsanto ameaçava o mundo de uma catástrofe ecológica. As culturas geneticamente modificadas eram sujeitas a leis que as proibiam e a inúmeros protestos na Europa e em outros locais de onde as culturas biotecnológicas foram banidas. Em 2002, a Zâmbia, durante um período de escassez de alimentos, rejeitou uma carga de milho doado porque poderia ter sido contaminada com as sementes condenadas.
Com o passar do tempo os protestos acalmaram e os impedimentos legais ao GM estão caindo gradativamente. Não fazia sentido um planeta faminto rejeitar ferramentas para aumentar a produtividade das culturas. Grande parte da Europa, embora ainda proíba o cultivo de culturas GM, permite a importação de alimentos feitos a partir delas.
Mas agora a Monsanto tem uma nova leva de inimigos. Desta vez seu suposto pecado é fazer sementes que são boas demais. A empresa tem algo muito próximo a um monopólio em alguns mercados de sementes.
É difícil agradar o público, não é? Mas a Monsanto persevera. Ela já está no mercado da biotecnologia a tempo suficiente para ter desenvolvido uma forte couraça corporativa.
O CEO Hugh Grant, 51, é ao mesmo tempo gestor e evangelizador. Ele diz que a nova geração de culturas biotecnológicas irá além da mera tolerância ao herbicida e do extermínio das pragas passando a ajudar a alimentar o mundo. "A demanda por alimentos está maior do que nunca. Não há novas terras para cultivo," ele diz. "O modelo de negócios prevê que se ofereça maior rendimento para os produtores sendo recompensado por isso." Ele promete aumentar o lucro bruto (aproximadamente U$6,8 bilhões em 2009) em 25% nos próximos três anos.
Ao combinar o melhoramento convencional com a modificação genética, a Monsanto tem como objetivo produzir mais alimentos por menos dinheiro na mesma quantidade de terra. O melhoramento convencional – nos dias de hoje um processo de combinação de alta tecnologia guiado por máquinas de seqüenciamento de DNA – ajudará a aumentar a produtividade ao máximo. Os genes biotecnológicos irão garantir que as pragas, as ervas daninhas, a seca e outros problemas não destruam o potencial de uma cultura, diz Grant.
"É como os computadores nos anos 1960," diz Robert T. Fraley, o diretor de tecnologia da Monsanto. "Estamos apenas no início da explosão da tecnologia que iremos testemunhar." Acrescenta Grant: "Nosso pipeline é mais rico e mais profundo do que jamais foi." Uma nova variedade de milho que inclui oito genes para resistência a pragas e tolerância a herbicidas poderia se tornar o novo grande produto da empresa. E ele será lançado nesta primavera nos EUA. Encontram-se também em fase de testes um milho tolerante a seca, um milho que necessita menor quantidade de fertilizantes e soja e milho biotecnológicos de alta produtividade.
Os produtores reclamam sobre os preços da Monsanto, mas ainda compram as sementes. Noventa por cento da soja cultivada nos EUA e 80% das culturas de milho e algodão são plantadas com sementes que contêm a tecnologia da Monsanto. Outros países também estão plantando lavouras biotecnológicas da Monsanto, incluindo a Índia, com 8 milhões de hectares de algodão; o Brasil, com 14 milhões de hectares de soja; e a Argentina, com 17 milhões de hectares de soja. (Em uma determinada época o Brasil proibia plantas geneticamente modificadas, mas os produtores plantaram assim mesmo, e acabaram por legalizá-las.) Alimentos industrializados contendo xarope de milho ou óleo de soja provavelmente contêm os frutos da agricultura com modificação de genes da Monsanto.
Mas a agricultura não é um negócio que aceita descansar em seus louros. A Monsanto enfrentará um desafio 2010. A concorrência está produzindo produtos mais competitivos, e é provável que os produtores resistam ainda mais ao aumento de preços. As vendas do herbicida Roundup, o segundo maior produto da empresa, tem caído desde que a renovada disponibilidade de matérias primas permitiu que outras empresas fizessem genéricos mais baratos. Monsanto demitiu 8% de seus funcionários no trimestre entre os meses de setembro a dezembro. Outra dor de cabeça: O Ministério da Justiça está observando de forma ampla a concorrência na agricultura — e está questionando sobre as práticas da Monsanto em particular.
Uma tendência a favor da Monsanto: É provável que a demanda por grãos cresça a medida que países como China adotam uma dieta ocidental rica em carnes. É preciso muita ração para produzir tanta carne. "Como você vai alimentar todo mundo? Produtividade. Os produtores irão obter uma melhor produtividade com sementes geneticamente modificadas," diz o analista da Edward Jones, Daniel Ortwerth. A Monsanto "está buscando cada hectare no mundo para descobrir quais pestes estão comendo as lavouras e como impedi-las." Ele prevê que as vendas da Monsanto (após uma ligeira queda em 2010) subirão 10%, para U$13 bilhões, no ano fiscal de 2011.
O modelo de negócios aqui é a produtividade: aumentar o número de toneladas de cultura que podem ser produzidas por hora de trabalho e/ou por hectare de terra. A Monsanto criou soja, milho e outras plantas resistentes ao Roundup inserindo um gene de bactérias resistentes ao glifosato descobertas próximo a uma fábrica de Roundup em Luling, La. Os produtores podem cultivar suas plantas e então, quando as ervas daninhas surgirem, pulverizar Roundup sem a preocupação de exterminar sua lavoura.
Outras importantes linhas de produtos da Monsanto são as sementes de milho e algodão contendo genes da bactéria do solo a Bacillus thuringiensis, ou Bt, capazes de expressar toxinas que exterminam as pragas. Produtores de plantas orgânicas têm pulverizado estes pesticidas naturais em suas culturas há décadas. A tecnologia da Monsanto coloca as coisas na planta. "Estamos obtendo mais quilogramas por hectare com a mesma quantidade de fertilizantes" e menos tipos de pesticidas, diz o produtor de Champaign, Ill. John Reifsteck, que planta principalmente milho e soja biotec em 729 hectares. Terry Wanzek, um produtor de Jamestown, N.D., costumava plantar principalmente trigo convencional. Agora ele planta principalmente milho e soja modificados pela biotecnologia porque produzem plantas que são mais confiáveis e rentáveis. "O trigo e a cevada não acompanharam os novos tempos," ele diz.
Mesmo alguns produtores de plantas orgânicas estão clamando por culturas geneticamente modificadas. Don J. Cameron cultiva algodão orgânico e convencional em sua fazenda em Helm, Calif. Os campos orgânicos custam U$500 por acre ter as ervas daninhas retiradas manualmente, comparado a apenas U$30 por acre para campos imunes a glifosato. Ultimamente ele não pode sequer vender algodão orgânico em razão das coisas vindas da Índia, Síria e Uganda serem tão baratas. "Sinto que a indústria de orgânicos se colocou em um canto dizendo que todos os organismos geneticamente modificados são ruins. Eles acabarão tendo que permiti-lo," diz Cameron.
Os inimigos não desapareceram por completo. Um estudo da Associação de Cientistas Preocupados de 2009 calculou que apenas 14% dos recentes aumentos de produtividade das plantações de milho se devem ao milho Bt geneticamente modificado. As sementes de milho e soja Roundup Ready não aumentam a produtividade em nada, determinou o estudo. A modificação genética de culturas "é inerentemente arriscada," diz o Diretor de Políticas do Greenpeace Marco Contiero. "Não podemos tomar de volta culturas que são lançadas no meio ambiente." Ele diz que o domínio da Monsanto reduz a biodiversidade da semente.
A Monsanto, formada em 1901, era uma empresa de aditivos alimentares e produtos químicos antes de iniciar pesquisas em biotecnologia de culturas em 1981. Suas culturas biotecnológicas surgiram da mesma revolução da engenharia genética que formou empresas como a Genentech (DNA - news - people) e Amgen (AMGN – news - people ). Mas ao mesmo tempo em que os medicamentos biotecnológicos alcançaram o mercado em 1982 com a aprovação da insulina recombinante, as culturas biotecnológicas levaram mais tempo para se desenvolver. (Os negócios de produtos químicos cindiram-se em 1997.)
Algumas das dificuldades eram técnicas. Levou-se um tempo para descobrir como regenerar plantas inteiras a partir das células de plantas geneticamente modificadas. Em um método, os cientistas inseriam novos genes nas células de plantas, em alta velocidade, com uma pistola de genes. No início da década de 1980, novos avanços surgiram, quando pesquisadores da Monsanto e, independentemente, na Europa, descobriram que a bactéria do solo Agrobacterium tumefaciens conseguia fazer o trabalho de forma mais precisa. As bactérias causam tumores benignos em árvores, chamados de galha da coroa. Os pesquisadores removem das bactérias os genes que causam a doença, adicionam novos genes de interesse e depois misturam as bactérias e as células da planta em uma placa de Petri; as bactérias se encarregam de inserir os novos genes na planta. A maior parte do trabalho genético da Monsanto ainda utiliza este método.
A investida da Monsanto na área de biotecnologia foi polêmica desde o início. Seu primeiro produto geneticamente modificado, o hormônio de crescimento bovino para melhorar a produção de leite, foi apresentado em 1994 e causou um debate furioso sobre o fato de ele ser prejudicial à saúde ou não. "Provavelmente, este não foi o melhor produto a ser lançado primeiro," admite Earl Harbison, presidente da Monsanto de 1986 a 1993. "Mas nós o tínhamos." (a Monsanto vendeu esta linha de produtos para a Eli Lilly ( LLY - news - people ) em 2008.)
O propósito inicial da Monsanto era implantar as sementes biotecnológicas de forma progressiva, diz Harbison, construindo consenso e envolvendo os potenciais críticos. "As sementes não são produtos que as pessoas têm que aceitar," ele diz. A abordagem de “ir com calma” sumiu quando Robert Shapiro, que havia sido o líder do antigo negócio da Monsanto, a Nutrasweet, tornou-se presidente da Monsanto. Muito promocional, Shapiro bajulou a imprensa com histórias sobre como as culturas da Monsanto iriam ajudar o meio ambiente pela redução do uso de pesticidas e assim apresentou as sementes para um grupo de reguladores amigáveis. Uma reação adversa foi inevitável.
Fazer com que as culturas fossem resistentes ao Roundup era uma idéia óbvia. Mas isso foi difícil até que alguém apareceu com a grande idéia de usar os genes de bactérias que viviam nas águas residuais próximas às plantas Roundup. "Fui até o laboratório um dia e vi os resultados em meu robô, e foi extraordinário" lembra-se o vice-presidente da Monsanto Stephen Padgette. A soja Roundup Ready surgiu em 1996. O algodão Bt surgiu no mesmo ano, seguido pelo milho Bt em 1997. Surgiu a alegação de que culturas geneticamente modificadas poderiam causar alergias, mas isso não aconteceu com as culturas divulgadas “de forma alguma”, diz o pesquisador Wayne Parrott, da Universidade da Georgia. Então foi declarado que o milho Bt poderia matar borboletas ou causar outras coisas ruins ao meio ambiente. Mas o efeito no meio ambiente é exatamente o contrário. As sementes transgênicas reduzem o uso de pesticidas, e no caso da resistência ao Roundup, podem reduzir a erosão do solo, tornando a agricultura de baixa aragem mais prática. "Temos que alimentar as pessoas de maneira menos destrutiva," diz a geneticista da Universidade da Califórnia em Davis, Pamela Ronald, autora do livro a favor da biotecnologia Tomorrow's Table [A Mesa de Amanhã]. "As culturas geneticamente modificadas podem ser úteis por isso."
Quando a gigante de medicamentos Pharmacia (agora Pfizer (PFE - notícias - pessoas) concordou em se fundir com a Monsanto em 1999 para fisgar seus medicamentos para artrite, as ações da Pharmacia caíram, pois os investidores do setor de medicamentos não queriam nenhuma parcela do polêmico negócio de sementes. A polêmica das culturas geneticamente modificadas atingiu o clímax em 2000, quando um milho geneticamente modificado e concorrente - que não era aprovado para consumo humano -- foi detectado em tacos da marca Kraft, gerando um recall imediato e mais divulgação negativa.
Quando a Monsanto cindiu com a Pharmacia em 2002 as vendas das sementes sintéticas estavam ganhando, mas a empresa não estava obtendo lucros com as mesmas. "Nós tínhamos amplitude com mínima profundidade," lembra o biólogo molecular da Monsanto, David Stark. Havia projetos de pesquisas em todas as áreas, do trigo ao gramado e ao café. Hugh Grant, que fez carreira na empresa e alcançou o cargo mais alto em 2003, acabou com a maioria desses projetos e apostou fortemente em três grandes culturas --milho, soja e algodão. Estas culturas possuíam maior probabilidade de gerar vendas grandes o suficiente para justificar o investimento de $100 milhões que as novas culturas geneticamente modificadas exigem. O milho e a soja modificados geneticamente são menos polêmicos, pois são raramente vendidos diretamente para os consumidores.
Grant também percebeu que somente a modificação genética não seria suficiente para o sucesso no negócio das sementes. Isso não pode substituir os métodos convencionais de melhoramento genético, que permitem aos cientistas de culturas criar centenas de variedades de semente apropriadas para cada tipo de solo e clima. O orçamento de pesquisa da Monsanto agora é dividido igualmente entre modificação genética e melhoramento genético convencional. "Se você possui uma biotecnologia incrivelmente brilhante e sementes extraordinariamente medianas, você obterá produções de culturas medianas," diz Grant. "O que a engenharia genética faz é proteger a produção programada."
O trabalho de Grant fica mais difícil de agora em diante. Uma importante patente da semente de soja Roundup Ready expira em 2014. Isto pode ameaçar os U$500 milhões em royalties que a Monsanto recebe ao licenciar esta tecnologia para os concorrentes, de acordo com estimativa da JPMorgan. A Monsanto acabou de introduzir uma segunda geração de produto tolerante a herbicida que promete produzir 7% a mais de soja por hectare. Mas concorrentes como a DuPont estão trabalhando em suas próprias sementes tolerantes a herbicida. A Dupont espera combinar seu evento tolerante a herbicidas com o evento a prova de Roundup; a Monsanto está processando a DuPont para que acabem com isso. "Está tudo se fragmentando aos poucos," diz o analista da Ticonderoga Securities Chris L. Shaw, que diz que a empresa é supervalorizada.
Existe também a questão antitruste. Concorrentes como a DuPont, que ajuizaram ação de regresso contra a Monsanto com fundamento na lei antitruste, e alguns grupos de produtores se opõem aos acordos de licenciamento da Monsanto com inúmeras pequenas empresas de semente. Eles dizem que os acordos são muito restritivos e limitam a capacidade das outras empresas de adaptar seus próprios eventos. A Monsanto diz que a Secretaria de Justiça realizou investigações "similares as declarações realizadas pela DuPont" em seu processo. "A concentração na mesma indústria de semente resultou em preços mais altos e menor número de opções" para os produtores, queixa-se William Wenzel, de Wisconsin, da “Campanha Produtor para Produtor sobre a Engenharia Genética”, sem fins lucrativos. O produtor de laticínios de Wisconsin, Paul Rozwadowski culpa a Monsanto pelas dificuldades que ele tem encontrado ao tentar obter a semente convencional de milho que ele usa há décadas. "A Monsanto está dominando a indústria," diz ele. "Eles estão tentando eliminar todas as sementes convencionais."
"Quando se tem uma empresa com 90% a 95% de participação de mercado e existe a preocupação com os preços super competitivos, você fica sob a mira da Secretaria de Justiça", diz Brian A. Weinberger, consultor jurídico em antitruste da Buchalter Nemer. "Caso a Monsanto reprima demais os licenciados, ela se coloca em uma posição de superioridade."
A Monsanto diz que licencia amplamente seus eventos genéticos e está muito à frente simplesmente pelo fato de ter apostado fortemente em engenharia genética anos antes da concorrência. "Os produtores fazem suas escolhas a cada primavera. Você é convidado a voltar se fizer um bom trabalho", diz Grant.
Desde 2005, a Monsanto vem aos poucos voltando a produzir outras culturas de alimentos, incluindo frutas e legumes. Entre os projetos no quais está trabalhando temos uma alface com a crocância de uma alface americana e os nutrientes de uma alface árabe, e uma melancia com polpa que não escorre após ser cortada. Esta pesquisa envolve melhoramento genético convencional. A Monsanto abandonou sua pesquisa sobre o trigo biotecnológico em 2004, após comprovado que seria muito polêmico. Em Julho passado, a Monsanto entrou novamente na área de trigo ao comprar o WestBred de melhoramento genético convencional por $45 milhões. Ela espera usar modificações genéticas para criar variedades tolerantes a seca.
"Quando as pessoas estão confusas ou preocupadas a tendência natural é simplesmente dizer não," diz Stark, cientista da Monsanto. "A única coisa que podemos fazer é produzir produtos com benefícios reais e esperar que as pessoas venham a se sentir confortáveis de que o que estamos fazendo é bom."


 Autor: Robert Langreth e Matthew Herper
Forbes Magazine 18 de janeiro de 2010

Tradução: MC Petrizzi Tradutores Associados